quarta-feira, 23 de março de 2011

Um Pouco Mais de Bianca

Quando conheci Bianca, acreditei na sua inocência – o que de mais poderia haver naquela linda garota de pele branca. Mal sabia que por de trás de suas feições de promessas doces havia algo tão poderosamente mal e dominador. Bianca encanta sempre com sua pele suave e branca.
Eu estava no mesmo lugar de sempre, a mesma praça que por tantas vezes ouviu minhas risadas e meus devaneios sobre a vida e minhas bebedeiras de noite viradas. Aquela noite não seria diferente. Leandro foi o primeiro a chegar, minha cabeça estava tão longe naquele momento devido as minhas brigas com Lúcia, não percebi que ele estava acompanhado. Era ela, Bianca. Não sabia que aquele dia minha vida entraria em contagem regressiva.
Eu sempre fui um cara solitário, não por medo das pessoas ou por não gostar delas, eu simplesmente gostava de estar só. Amigos e pessoas que gostavam de mim eram muitos e eu também gostava muito deles, mas sempre senti que algo me faltava e eu procurava seja onde fosse isso, interessando-me por diversas coisas que talvez revelasse minha verdadeira vocação para algo – mas de uma forma ou de outra eu sempre acabava desiludido ou perdendo o interesse, até o dia que comecei a perder a fé em mim mesmo – foi nesse momento que Bianca foi mencionada e surgiu na minha vida, de início nem dei bola.
Leandro me apresentou a garota de pele alva, de sorriso fácil, de histórias incríveis – ela sabia exatamente o que dizer, sabia como querer ser notada, sabia como nos deixar rindo por nada – Bianca era uma ótima anfitriã.
            Dias foram se passando, semana e alguns meses – Leandro e eu vivíamos atrelados com Bianca, uma amizade autodestrutiva que estava se tornado mais do que amizade ou paixão, era quase psicose o que tínhamos por ela – Lúcia nesse meio tempo percebeu que algo estava errado, viu mais que amizade naquela relação, tentou conversar comigo mas eu não dei ouvido – não queria saber do que ela tinha para falar. Não dei importância para a pessoa que mais amei, a pessoa que carregava minha filha Helena. As brigas e desentendimento foram chegando a níveis insuportáveis, chegando ao ponto abandoná-la no sétimo meses de gravidez – eu estava iludido por aquela amizade que me seduziu. Bianca consumiu mais de do que minha sanidade, levou tudo de mim com suas promessas vazias de amor eterno.
Bianca, Leandro e eu não vivamos mais um sem o outro; nossa dependência por ela era tanta que não nos importávamos mais com o que qualquer um podia achar daquela relação, qualquer que fosse o lugar nos atracávamos com ela, beijos e abraços, ela era sempre o centro de tudo, era ela que conduzia a dança entre nós. Minhas mãos viajavam por aquela pele tão suave, seu perfume me hipnotizava, seu toque mais que excitava. Leandro era domado igualmente por ela, éramos seus brinquedos, seus escravos pessoais. Tão loucamente levados por sua influência que ela desejava nós dois com ela, sem culpa alguma nos entregávamos aos seus caprichos, os dois se deliciando com o prazer que ela nos trazia ao mesmo tempo, chegando até um beijo impensável entre nós três, entre Leandro e eu – Bianca mais que se sentia satisfeita por conseguir o que queria.
As coisas já haviam tomado proporções tão inimagináveis, o medo me domou – fugi de Leandro e Bianca, não queria mais a presença deles – por mais que eles me procurassem por telefone ou em sonho, eu não queria mais saber deles. Procurei por Lúcia, tentei reatar minha relação com ela, com minha família, mas ainda sentia que algo me faltava – algo que só Bianca me proporcionava, ou era apenas um substituto para a falta de algo que eu ainda não tinha descoberto o que era. Mas meu inferno realmente congelou quando Lúcia morreu, foi vítima de um assalto – possivelmente um viciado pelo que as testemunhas disseram; Leandro, era ele quem havia feito isso – Bianca foi tão longe assim para me ferir? Foi tão longe assim, que usou a pessoa que eu considerava mais que irmão e matou a pessoa que eu realmente amava. Eu não imaginava uma tão vingativa, não imaginava que por de trás daquela pele alva se escondia alguém tão cheia de escuridão, mas Bianca era feita disso, apenas dor e sofrimento.
A depressão foi inevitável e eu desejando acabar com aquela que tanto me destruiu, aquela maldita que me seduziu, mas ao mesmo tempo queria desejá-la novamente, sentir seu cheiro doce, viajar pelo seu corpo – era um desejo de amor e ódio que se mesclavam na minha mente, mais uma vez ela estava conseguindo o que queria: me conquistar pela loucura; eu já estava mais do que louco por ela, Bianca...Bianca...
Leandro, o peão dispensável, ficou em uma sarjeta qualquer, mendigando trocados para sobreviver e desejando sempre aquela que sempre foi seu maior amor – falava sozinho pelas ruas e declamando seu amor por Bianca – Leandro não era mais humano, tornou-se um zumbi sucumbido pelo seu desejo de amor, pela promessa de um mundo de fantasia que Bianca prometia com sua macia voz.
Eu por um tempo vivi ao seu lado, ela foi tomando tudo de mim, sentia-me cada vez mais fraco e desorientado, estava mais morto do que vivo. Mas Bianca parecia sempre mais viva, sempre com a mesma aparência, sempre da mesma forma. Eu já não podia viver sem ela, era tão necessária quanto a água e comida - e eu podia passar por dias sem a menor noção do que era fome e sede, meu corpo só pedia por ela e por muitas vezes eu não podia tê-la nas minhas mãos. Bianca era amante de mais de um, era amante de mais de um homem, amante de mais de uma mulher; Bianca era amante daqueles que podia pagar por ela e ela cobrava caro por sua presença, roubava mais que seu dinheiro, roubava mais que seu amor e tudo de você, tirava sua dignidade, tirava sua vida, sempre aos poucos, até você perceber que mais tirava nada restava.
A última vez que a tive nas mãos, eu já não era mais homem, não era mais humano, era menos que a sujeira posta na sarjeta. Eu a tive mais uma vez, mas não tinha mais orgulho de ter feito aquela façanha – roubei uma mulher para poder cheirar aquela dose mortal que fez meu corpo entrar em colapso. Bianca finalmente mostrou sua face e finalmente tomou o que de mim restava. Uma overdose que culminou em minha morte. Bianca era só sorriso ao me ver sucumbindo no chão sujo.
Amei Bianca pelos motivos errados e paguei mais do que com minha vida, perdi quem realmente me amou, perdi minha filha, perdi meus irmão e meus pais. Bianca sugou todos os meus sonhos, todas as minhas possibilidades e todas as minhas perspectivas de vida de mim a cada cheirada dada naquelas gramas brancas de cocaína. Mas por mais mal que eu tenha causado ainda sinto o amor de todos que se importavam comigo quando eu não me importava com mais ninguém.
 É uma dor grande ainda ter esse vazio que vou levar por toda a eternidade até me perdoar pela dor que causei e por todos aqueles que fiz chorar.

Essa é minha história, a história de quem foi comhecido como Fernando Ramos.

- Fernando Ramos

domingo, 13 de março de 2011

Um pouco sobre mim...hoje....

"Vou tentar fazer alguma magia com as palavras" - assim como um personagem que estou criando disse - faso minha as palavras dele...

Minha vida parece que finalmente começou - aos 23 anos - sem a existência de uma única grande mentira. Mas o fato de não haver essa mentira em específico não subtrai a dor ou preenche o vázio que ainda tenho no peito. Ainda sinto que algo falta pra mim, apesar de me sentir muito mais leve e confiante para o que está por vir.
Sinto-me um tanto estranho por dentro, porque sinto que muito ainda está pra acontecer na minha vida - sinto que agora posso ser grande e orgulhar as pessoas - mesmo que eu tenho me tornado o desgosto temporário de pessoas que amo - pai, mãe.
Eu não vou ter mais medo de me apaixonar - seja lá por quem for - vou querer viver essas paixões mesmo que apenas platônicamente, porque não terei mais de ter aquela voz dizendo que eu não serei verdadeiramente feliz enquanto guardar a verdade só para mim. Não vou mais me sentir culpado e perdido por dentro por ter de finger que meus sentimentos não são verdadeiros.
Meus passos ainda são escuros, mas não existem amarras que me impeção de prosseguir - meu maior guardião de limiar foi vencido, agora estou pronto para todos os desafios que a vida me propor - e já estou passado por uma: a "pseudo-rejeição dos meus pais"

Mãe
-acha que Deus fará uma intercessão por mim colocando uma mulher que me salvará do meu terrível destino - cristinismos forte!
Minha mãe uma vez declarou a muito tempo "Melhor ter uma filha puta do que um filho viado"  - ontem ela veio me perguntar porque eu demorei tanto, fiz menção de sua declaração de anos atrás para ela enteder que eu tinha medo de falar a verdade - será que não ficou explicito que tive de juntar uma puta coragem pra fazer isso? - e para me sabatinar de vez ela fala "Mas é melhor mesmo ter uma filha puta, pelo menos ela tá com um homem" - fiquei tão passado com isso que o silêncio foi o melhor que pude fazer, o choro era iminente, mas o engoli.
   -Mas isso é definitivo? Você vai mudar? - pergunta ela
   -Isso é impossível
   -Nada é impossível para Deus - pobre mulher. Por mais que você reze em prol desse "milagre" você não será atendida

Pai
-está monossílabico ou me esnoba super
   - Oi! - dia seguinte a revelação.
   -Oi, filho! - segundo dia.
   Entra em casa, vai até a sala me vê e não fala nada - super esnobada no terceiro dia
   pela manhã de hoje, domingo, me arrumando para sair ele me vê na cozinha e mal passa os olhos por mim - mega esnobada.
   Ainda no domingo - chego em casa, vou para o PC, só vejo ele passando pela porta da cozina e saindo
   Agora nem falando mais está - fiquei transparente.

Irmã
   - Finalmete! - sua declaração sobre eu ter me assumido, pra ela não era novidade, mesmo eu nunca tendo contado nada. Mas como não temos uma relação amigavel - só falamos o necessário um com o outro ainda estamos nos esnobando foda!

   Assumido-me para a minha família me fez bem sim! Mesmo estando com o coração pequeno com a reação deles - já passei por depressões anteriores, mas não pelo o simples fato de não ser assumido e ter medo do que eles podiam achar. Na verdade, o fato de não aceitar pra mim mesmo a minha sexualidade se somava ao medo da vida, de não saber o que fazer da minha vida futura, de não me sentir uma pessoa feliz e claro o maldito bullying. Já tive pensamentos tão mórbidos que creio que não dei cabo da minha vida por simplesmente ser covarde de mais de acabar com ela - ta ai uma ótima serventia da covardia - apesar de não ter dado cabo da minha vida, meu corpo sofreu um pouco com minha dor, literalmente.
    Mas o que passo agora não se compara ao que já vive - o bom de se ter cicatrizes é que elas te fortalecem para demais desafios que forem surgindo - mesmo eles me vendo como o causador de um hecatombe global. Eu não me sinto culpado de não ter aberto o jogo antes - precisei tomar coragem para poder fazer isso e tomar alguns tapas na cara também. Foi meu primeiro ato de coragem, creio eu, que fiz por amor a mim mesmo - pode ter sido o segundo ou terceiro desse ano - mas foi o maior ato de amor que fiz por mim - não é egoismo.

   Agora sinto que posso viver meus amores, platônicos ou não, intensamente sem aquela sentimento de culpa - não deixarei que meus medos ditem minha vida - mas claro que terei prudência e parcimônia. Sou um romântico incurável

Uma das coisas que achei mais incrível de me assumir foi que eu despertei a coragem num amigo meu - amigo virtual, mas amigo - para se assumir a sua mãe. Achei mega fantabuloso isso.

Mas Wendel, por que você se assumiu?

Eu já vinha especulando a um bom tempo sobre isso. Mas nessas últimas semanas recebi vários baques que me ajudaram nessa decisão -na verdade foram COMBOS mesmo...

 - Jú e meninas do Green Peace
Estava eu distribuindo curriculos pela Av. Paulista quando me deparo com a Geinne e a Jú - estudei com as duas no MedEnsina - conversei por um tempo e elas disseram que iam almoçar. Eu tava na larica também e resolvi acompanha-la - almoço por R$10,00 na Paulista existe - então fui. Foram mais algumas meninas do GreenPeace que eram colegas delas na captação de novos membros - entre elas uma casal mega fofo/engraçado de meninas - ri muito no almoço. Como elas viram que eu tinha uma certa intimidade com a Jú nos perguntaram se nos namoravamos, ficamos e tal - negamos. Mas eu não tive a coragem pra falar que eu era gay - porra! as meninas eram lesbicas as que perguntaram isso! Por que fiquei com medo de falar isso? E sei que a Jú super aceita. - tive medo.

- Fiz uma declaração no twitter de que "caras com barba me atrai", foi direcionado para um rapaz que anda perturbando meus sonhos - o platão atacando de novo - dando a entedender que tava afim dele. Mas como não fui muito direto, tomei um Hadouken estílo Marvel Vs. Capcom na cara - na verdade, tomei como se fosse pra mim; se não foi teve algum uso.

"Odeio o subentendido, o implícito....e me poupe de sua covardia"  e claro dei minha resposta e forma de poema, mas sem pretenção de que ele fosse ler. Mas acabou lendo e acho, sem certeza, que ele percebeu que escrevi sobre o ocorrido. Mas whatever. Só sei que aquelas palavras ressoaram de tal forma em mim que me fizeram questionar o porquê de não ser mais direto - ainda mais com ele que me fascina tanto. Entrei numa paranóia existencial - "Será que vou ter de ser sempre assim, um monte de menssagens subentendidas, oblíquas? Terei de dar dicas de como seguir o mapa das minha palavras até meu coração? Por que tenho de deixar apenas dicas, porque não ser direto ou tentar ser o mais direto possível?" e mais alguns questionamentos...eu teria que viver na ânsia de viver algo real?

E quando finalmente encontrasse aquele cara, eu teria de fazer ele voltar ao armário? Foi de mais pra mim - tomei uma atitude - fui ter uma conversa de "Pais e Filho" - foi mais Filho e Pais - e contei

Não tá sendo fácil essa fase como dito anteriormente, mas vou passar de cabeça erguida e coração aberto. Estou tendo apóio de pessoas sensacionais, pessoas que nunca imaginei conhecer...obrigado a todos que estão do meu lado - esse post foi uma forma de desabafar com meus amigo virtuais e uma forma para que eu avaliasse melhor minha situação atual.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu...

Talvez hoje seja o dia mais importante da minha vida, um dia que será um divisor de aguás pra mim. Um dia em que vou descobrir quem são as pessoas que realmente me amam. Hoje é o dia que vou parar de omitir algumas verdades, vou parar de omitir uma parte de mim, a parte que não faz de mim que eu sou por inteiro, mas coloca a prova todo o meu carater apartir da minha revelação, mas também é parte integrante de minha pessoa. Hoje talvez eu tenha mais coragem do que tive quando decedi que queria fazer medicina - mais coragem que o dia em que dei meu primeiro beijo, mais coragem do que quando assumi pra mim mesmo quem eu sou - Agora é hora de dizer para as pessoas que estão a minha volta, para quem é importante.

terça-feira, 8 de março de 2011

Amor e outros medos!!!

Encontrei alguém que pode ser a pessoa certa
Mas eu seria a pessoa certa para ela?
Tão solitário e mentiroso
Mentiroso
Posso ter encontrado a pessoa certa
E simplesmente me deixo levar pelos meus medos
Os mesmos medo que sempre me prendem
Mentiroso.Covarde.
Sua coragem e fibra são maiores do que eu posso ser um dia
Sua coragem não vacila
Me encanta.
Eu quero ser assim algum dia.
Mentira.Covarde.
Quero ser merecedor de alguém assim
Mesmo que não seja você
Porque creio que você eu não terei

...ñ são desculpas, só confirmação!!

Sim, eu sou um covarde! Sou covarde por não assumir isso
Assumir o que? Que quero você tão intessamente
Sou covarde por não deixar isso claro
O fascínio que você me traz
Sou covarde por realmente ter medo da verdade
A verdade de que possa gostar de quem eu realmete sou
E por quem serei com você
E meu possível amor só vai se concretizar quando isso eu encarar de frente
Mesmo meu fascínio sendo tão verdadeiro eu apenas minto pra mim mesmo
Sou um covarde que apenas ama seus próprios medo
Só amei meus medos
Só tenho medo
Queria mais do que deixar coisa subentendidas - me desculpe se foi comigo
Sou um covarde por não falar com todas as palavras quem eu sou
Sou um covarde por fazer você se interessar e eu não conseguir corresponder
Covarde parece ser o que sou - Não sei até quando isso vai durar
Quanta covardia ainda terei de viver pra um dia me cansar de vez
Minha covardia me fez perder oportunidades
Me fez perder algo que poderia ter sido algo mais que real
Só lembro de ter sido esse covarde!

Wendel Cruz e Fernando Ramos - acho q encontramos um ponto em comum

segunda-feira, 7 de março de 2011

Meu amor platônico...

Eu me apaixonei por algumas vezes na vida - nunca namorei e nem sei que botões devem ser usados para manobrar esse tipo de relação. Minhas paixões sempre foram platônicas, chegando ao suplício igual a Tântalo. Amor platônico, o amor puro, o amor que realmente importa - eu sinceramente não gosto dessa definição - não gosto porque passei a vida toda apenas desejando e amando em segredo. Paixão que prende o peito, sufoca, martiriza e faz o que era pra ser bom em sofrimente - longas as semanas de amores que existem apenas na mente.
Coração solitario apaixonado
Também não tive tantas experiencias em ficadas - leia-se ficadas em todo o amplo sentido da palavra - pelo contrário, poucas pessoas eu beijei realemnte. Meu primeiro beijo foi aos 17 anos, meu segundo e terceiro foram com 18 anos. Minha primeira transa - foi uma coisa mega escrota - com 21 e foi com alguém que eu nem estava afim. Acho que não me larguei a vida desregrada devido esse meu romantismo incurável - acreditando no amor, q ele pode existir pra mim.
Não tenho pretenções de que terei o conto de fadas escreito pra mim - não quero nada perfeito! Quero um dia dizer pra mim mesmo que amei e fui amado de maneira tão apaixonada que o mundo todo percebia.

Se apaixonar é foda!

domingo, 6 de março de 2011

...

Pare e olhe à sua volta!
Respire este ar cheio de novidades
Conflitantes de nossos egos
Egoístas
Nossos sentimento
Solidários
Solistas

Respira a impossibilidadede amores
Que não foram pricipiados
Por causa da MALDITA
Amores que foram declarados,
Eu estava ao seu lado

Você me confiou o seu:
maior arrependimento;
maior segredo,
maior erro
Eles se tornaram tão pequenos

Esse seu ar egoísta
De querer tudo e
Não querer fazer nada
Não dar uma chance
Ao que possa ser certo

A MALDITA não é a desculpa
Ela não é o seu maior temor
Nunca foi
Ela se tornou a desculpa perfeita
A desculpa para não dizer que tem
medo
Medo de saber que alguém possa
amar seus defeitos

"Gostamos das pessoas pelas sua qualidades
As amamos pelos seus defeitos"

Esse ar que eu respiro
é outra maneira de seguir em frente
guiado numa prancha de quatro
rodas
Meus olhos pousam sobre ela
Às vezes tão rápida como um
borrão
Tento torna Você
Passado

Wendel Cruz

Início para o Fim

Não acho que o fim seja fácil
Por que fácil? Por que querer o fácil?
Sem Graça
Sem Suor
Sem apoio
Me questiono ainda se sou capaz do difício
Fácil é sem lágrima
Sem emoção
Uma vitória falha
Esse final não quero
Falho.